Espetáculo de drones para eventos corporativos: quando

Um espetáculo de drones para eventos corporativos decide-se quase sempre na mesma conversa: alguém propõe, alguém pergunta quanto custa e mais alguém pergunta para quê. A terceira pergunta é a boa, e costuma ser a pior respondida. Quem tem de defender a rubrica perante a direção não precisa de adjetivos, precisa de saber em que casos esta peça rende e em quais é dinheiro mal colocado.

A resposta curta é que compensa quando o evento tem um momento que justifica uma paragem. Um aniversário redondo, uma inauguração, a apresentação de um produto que a empresa anda a cozinhar há dois anos. Se o evento não tem esse ponto de viragem, um espetáculo de drones transforma-se num adorno caro de que ninguém se lembra no dia seguinte.

Este artigo é sobre isso: em que tipo de eventos encaixa, contra o que compete dentro da mesma rubrica orçamental, o que se pode realmente desenhar no ar, o que fica depois e —o que mais se agradece quando é preciso pedir três propostas— o que deve constar num orçamento sério.

Tem de defender a rubrica perante a direção?

Dizemos-lhe com franqueza se o seu evento tem o momento que justifica um espetáculo, e o que fica depois em material e repercussão.

Fale connosco sobre o seu evento

Em que eventos de empresa encaixa mesmo

Nem todos os formatos aguentam um fecho aéreo. Estes sim:

  • Aniversários de empresa. Resultam porque há um número para desenhar e uma história para contar em sequência: o ano de fundação, um marco, o logótipo atual. A narrativa já está escrita.
  • Inaugurações. Resolvem um problema clássico: o corte da fita não dá imagem. Uma fábrica nova, uma sede, um centro logístico. O edifício já lá está e o céu por cima está vazio.
  • Lançamentos de produto. Se o produto tem uma silhueta reconhecível, pode desenhar-se. Se não tem, é melhor trabalhar o mote ou o nome.
  • Convenções e arranques de força de vendas. Fecho do dia, ao ar livre, com a rede comercial a olhar para cima. Aqui o público é interno e o objetivo é de cultura, não de notoriedade.
  • Feiras e ativações de patrocínio. É onde o formato compete melhor, porque há muitas marcas a disputar atenção no mesmo recinto e pouquíssimas a ocupar o céu.
  • Celebrações de resultados e marcos internos. Fecho de exercício, integração após uma compra, entrega de prémios.

Onde não encaixa: eventos de agenda apertada sem espaço exterior, jantares em sala sem altura de teto suficiente e formatos onde a mensagem principal é técnica e detalhada. O ar admite símbolos e frases curtas, não argumentários.

Contra o que compete dentro da mesma rubrica

É a comparação que a direção pede, por isso convém tê-la feita antes de a pedirem.

Face ao artista convidado

O artista traz notoriedade emprestada e nem sempre alinhada com a marca. Além disso, o conteúdo que gera é do artista. Um espetáculo de drones produz material em que a marca é a protagonista visual, não um logótipo ao lado do palco.

Face à pirotecnia

Partilham o momento de fecho e o olhar para cima. Mudam em duas coisas práticas: a pirotecnia não pode escrever um mote nem desenhar um produto, e o seu encaixe em meios urbanos ou industriais é cada vez mais complicado. Os drones não geram detonações nem resíduos.

Face ao mapping

O mapping é magnífico quando há fachada. Depende de um suporte físico, de uma distância de projeção e de uma superfície que se preste. Em descampados, portos ou zonas industriais não há onde projetar. Aí os drones não têm concorrência direta.

O que se pode desenhar com a marca e que limites tem

Cada drone é um píxel no ar. Com essa lógica percebe-se bem o que entra e o que não.

Entra o logótipo, desde que se simplifique à sua silhueta reconhecível. Entram motes curtos. Entram silhuetas de produto com contorno claro: um carro, uma garrafa, um sapato, uma máquina. Entram contagens decrescentes, números, anos e transições entre figuras. E entram códigos QR funcionais, lidos a partir do chão, que é das poucas maneiras de converter um momento emocional em tráfego mensurável. É o terreno da publicidade aérea com drones.

Os limites também são claros. O degradê fino e a tipografia com serifas perdem-se à distância. Um logótipo com muito detalhe interior precisa de adaptação gráfica prévia, e essa adaptação tem de ser aprovada por quem guarda a identidade da marca. Os textos longos obrigam a parti-los em ecrãs sucessivos e perdem força. O número de drones marca a resolução disponível: menos drones, figuras mais simples.

Convém meter a equipa de marca na conversa desde o início. Refazer um logótipo aéreo a duas semanas do evento é caro e sai pior.

O retorno não se mede na noite do evento

Mede-se no material de vídeo que fica, na repercussão e no valor que dá aos patrocinadores. As três coisas planeiam-se antes, não depois.

Como trabalhamos os espetáculos

O que fica quando os drones aterram

O retorno desta rubrica mede-se em três sítios, e nenhum é a noite do evento.

O primeiro é o material audiovisual. Um espetáculo bem filmado deixa peças para as redes, para o site da empresa, para o vídeo de resultados do ano, para o relatório e para a convenção seguinte. É conteúdo com vida longa e com a marca desenhada literalmente dentro do plano.

O segundo é a repercussão. Os formatos aéreos têm tração para a imprensa local, para os media setoriais e para o vídeo espontâneo dos participantes. A UMILES realizou espetáculos como o de 1.000 drones na Comunidade de Madrid ou o de 200 drones com um jornal desportivo em Málaga, e esse tipo de operações mostra até onde chega o interesse quando o formato é pouco frequente na zona.

O terceiro é o valor para patrocinadores. Se o evento se sustenta com marcas parceiras, o céu é inventário novo. Pode sequenciar-se, pode documentar-se com um vídeo específico por marca e pode vender-se com um argumento diferente do da lona.

Nada disto é automático. Depende de se planear a filmagem, de haver alguém a fazer imprensa e de o conteúdo sair no próprio dia, não três semanas depois.

O que pedir no orçamento

  • Número de drones e minutos efetivos de voo.
  • Número de figuras e quantas são à medida.
  • Quem adapta o logótipo e quantas revisões estão incluídas.
  • Tratamento das licenças e coordenação aérea.
  • Seguro de responsabilidade civil e cobertura.
  • Plano meteorológico e condições de adiamento.
  • Se a filmagem do espetáculo vai incluída ou é à parte.

O último ponto é o que mais se esquece e o que mais custa depois: um espetáculo sem filmagem planeada perde dois dos seus três retornos.

Perguntas frequentes

Pode fazer-se dentro de um pavilhão de feiras?

Sim, com uma frota adaptada ao espaço e um sistema de posicionamento diferente do de exterior. São os espetáculos em espaços fechados, e têm a vantagem de não depender do tempo.

Quanto dura?

Entre 5 e 12 minutos na maioria dos casos. Num evento de empresa, mais curto e mais denso resulta melhor do que longo e diluído.

O logótipo vai mesmo ver-se?

Se for bem simplificado, sim. Testa-se em simulação antes e mostra-se à equipa de marca, para não haver surpresas na noite do evento.

Com que antecedência?

Quanto mais cedo melhor. As licenças e a disponibilidade de frota marcam o calendário mais do que a produção em si.

Como decidir se compensa

Se o seu evento tem um momento que merece uma paragem e um espaço exterior onde voar, o espetáculo rende. Se não tem, há melhores formas de gastar esse orçamento, e dizemos-lho.

Conte-nos que evento é, onde e quando a partir da página de contacto e damos-lhe uma avaliação honesta antes de falar de números.

Dizemos-lhe com franqueza se o seu evento o justifica

  • Frota e software próprios, não subcontratados
  • Licenças e coordenação incluídas no projeto
  • Adaptação do logótipo aprovada antes de voar
  • Espetáculos em Espanha, Itália, Portugal e América Latina

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