Como se faz um espetáculo de drones: do guião à estreia

Quem encomenda um espetáculo de drones costuma chegar com uma imagem na cabeça: o logótipo no céu, uma contagem decrescente, um coração a bater por cima da praça. O que quase nunca traz é o mapa do que acontece entre essa imagem e a noite da estreia. É pena, porque pelo caminho há meia dúzia de decisões que só o cliente pode tomar.

Este artigo responde a como se faz um espetáculo de drones visto desse lado da mesa. Não fala de como voam os drones, mas do trabalho criativo e de produção: o briefing, o guião, o desenho das figuras, a música, a aprovação, o ensaio e a estreia. Em cada fase, o que tem de trazer e que decisão lhe cabe, porque cada decisão que chega tarde paga-se em trabalho refeito.

Tem a ideia mas não sabe por onde começar?

Diga-nos o que quer que as pessoas recordem, onde e quando. Com isso enviamos-lhe uma proposta à medida em menos de 48 horas, e ficará a saber o que tem de decidir.

Contar a minha ideia

O processo completo, num relance

Na UMILES resumimo-lo em cinco passos: ideia, planeamento, design, demonstração e voo. Vistos do lado do cliente, esses cinco passos abrem-se em sete fases, porque a música e o ensaio merecem capítulo próprio:

  1. Briefing
  2. Guião e storyboard
  3. Desenho e animação das figuras
  4. Música e sincronização
  5. Simulação e aprovação
  6. Ensaio
  7. Estreia

Em paralelo corre a parte que não se vê: o estudo do local e o licenciamento. Disso tratamos nós, e está explicado em licenças para um espetáculo de drones. Aqui ficamos pela parte criativa.

1. Briefing: o que trazer à primeira conversa

O briefing não precisa de ser um documento. Precisa de responder bem a cinco perguntas:

  • O que o público deve recordar ao ir para casa. Uma só coisa. Um aniversário, um nome, uma emoção. Tudo o resto organiza-se à volta disso.
  • Onde e quando. O ponto exato, não a cidade, e a data mesmo que aproximada. O local condiciona o tamanho das figuras e, com ele, a frota; está desenvolvido em quantos drones leva um espetáculo.
  • Em que momento do programa. Abrir uma gala não é fechar as festas da cidade. O momento define o tom.
  • O que é obrigatório e o que está proibido. O logótipo ou um lema, e também o que não pode aparecer: uma cor da concorrência, um texto que o jurídico não viu.
  • Quem aprova. Com nome. É a pergunta que menos se faz e a que mais atrasos evita.

A sua decisão nesta fase: a mensagem única. Se chegar com cinco mensagens, o espetáculo vai tentar dizer cinco coisas e ninguém se vai lembrar de nenhuma.

2. Guião e storyboard: da ideia a uma sequência de cenas

Com o briefing, a equipa criativa escreve o guião: que cenas há, por que ordem e como se passa de uma para a outra. Um espetáculo de drones conta-se como uma história curta, com uma abertura que prende o olhar, um desenvolvimento que constrói e um remate, que é o que toda a gente filma com o telemóvel.

O storyboard é esse guião desenhado, uma vinheta por cena. É o primeiro documento que vai aprovar e o mais barato de mudar, porque ainda não se animou nada. Olhe com atenção para três pontos:

  • As transições. É onde se nota o ofício. Uma figura que se transforma na seguinte conta alguma coisa; uma que se apaga para acender outra deixa um vazio.
  • Os textos. Curtos. No ar leem-se palavras soltas, não frases.
  • O remate. A última figura é a fotografia do evento. Se tem de ser o logótipo, que seja o logótipo.

A sua decisão nesta fase: a ordem das cenas e qual fecha. É a altura de mudar de ideias: depois, cada mudança arrasta animação e sincronização.

3. Desenho e animação das figuras

Aprovado o storyboard, todo o espetáculo é desenhado e animado em 3D. Cada figura passa de desenho a formação de pontos de luz, e cada transição a movimento. É aqui que o conceito esbarra na física: o que no papel funciona com um traço fino, no céu precisa de contorno.

O que lhe vamos pedir:

  • O logótipo em vetorial. Não uma captura do site. É a partir dele que se faz a adaptação, que simplifica o interior e mantém a silhueta reconhecível. Quem gere a identidade visual tem de a validar, e é melhor que entre agora do que na véspera.
  • As cores de referência. Uma cor de marca feita de luz nem sempre fica igual à impressa. Ajusta-se na animação e valida-se aí, a olhar para o ecrã, não para o manual de marca.
  • De onde se vê. Uma figura tem frente. Se o público vai estar em duas zonas, é preciso dizer qual manda ou pedir formações que funcionem das duas.

A sua decisão nesta fase: a validação gráfica de cada figura de marca. E quantas rondas de revisão estão incluídas, algo que convém deixar acordado no contrato; explicamos isso em contratar um espetáculo de drones.

Um desenho feito para o seu evento, não uma animação de catálogo

Ideia, proposta criativa, animação 3D, demonstração prévia e voo com equipa própria. Veja como trabalhamos cada espetáculo e o que inclui.

Ver como trabalhamos

4. Música e sincronização

A coreografia é desenhada sincronizada com a música, e isso tem uma consequência prática que surpreende muitos clientes: a música escolhe-se cedo. As figuras mudam quando a peça muda, as transições caem nos seus acentos e o remate coincide com o final. Trocar de canção com a animação feita não é trocar o áudio: é refazer o ritmo de todo o espetáculo.

O que traz o cliente:

  • A peça e a versão exata. Não «uma do Rui Veloso»: aquela gravação, com aquela duração, ou a montagem concreta que se tenha acordado.
  • O ficheiro final, o mesmo que vai tocar nessa noite. Se alguém o editar depois, perde-se a sincronização.
  • O som. Normalmente a música passa pelo sistema do evento, e o seu técnico entra no ensaio.

Voamos com o software de referência do setor, compatível com outros sistemas, o que simplifica a coordenação quando o espetáculo partilha a produção com terceiros: som, luz ou realização.

Os direitos da música: quem trata disso

É a pergunta que quase ninguém faz e que convém deixar por escrito. Há dois usos diferentes e cada um tem a sua autorização:

  • A música a tocar em público nessa noite. É a execução pública da obra, e licencia-se junto das entidades de gestão coletiva competentes. Às vezes o organizador ou o recinto já a têm coberta pelo resto da programação, mas não se pode dar por garantido.
  • A música no vídeo publicado depois. É outro uso e precisa de outra autorização. Uma canção poder tocar na praça não quer dizer que possa ir no vídeo das redes sociais da marca.

Há três caminhos: música cujos direitos o organizador já gere, música de biblioteca com licença para os dois usos, ou uma peça encomendada para a ocasião. Qual se escolhe e quem assume cada licença tem de ficar escrito na proposta.

A sua decisão nesta fase: a peça, e quem responde pelos seus direitos. As duas coisas antes de começar a sincronização.

5. Simulação e aprovação

Antes de voar, todo o espetáculo é simulado: a animação completa, com a música, vista do ponto onde vai estar o público. Para o cliente é o marco que mais importa, porque o que se aprova aqui é o que se vai ver no céu.

O que confirmar antes de assinar a aprovação:

  • Que cada figura se percebe à distância real, não só em grande plano.
  • Que os textos estão bem escritos. Parece óbvio. Um acento em falta no céu é visto por milhares de pessoas.
  • Que o ritmo acompanha a música e que o final cai onde tem de cair.
  • Que deu o aval quem tem de o dar: marca, direção, vereação. Não quem estava na reunião.

A sua decisão nesta fase: a aprovação final do conteúdo, por escrito. A partir daqui o desenho fica fechado e o trabalho passa para a produção.

6. Ensaio: a demonstração prévia e a coordenação

Na UMILES, o ensaio que o cliente vê é a demonstração nas nossas instalações, perto de Madrid: uma apresentação privada onde ver o espetáculo completo antes do evento. Se o tiver de defender internamente, vale mais do que qualquer dossiê.

O outro ensaio é de coordenação, com a sua produção, e abrange tudo o que rodeia o voo:

  • A deixa de entrada. O que acontece imediatamente antes e quem dá o sinal.
  • O apagão. Projetores, ecrãs e canhões apontados ao céu competem com as figuras. Acorda-se o que se desliga e quando.
  • O som. O técnico testa o ficheiro, o volume e o arranque.
  • O plano se não se puder voar. A decisão é técnica e cabe ao operador; o que é preciso ter ensaiado é como se comunica ao público.

A sua decisão nesta fase: quem é a pessoa da produção com autoridade nessa noite. Uma só, contactável, que possa dizer «avançar».

7. Estreia: o que acontece na noite do espetáculo

A montagem começa horas antes e é visível: a frota estende-se no chão, na zona de descolagem delimitada. A equipa que a opera é nossa: não subcontratamos o voo.

Entretanto, cabe-lhe a si o que só o organizador pode fazer: o público no lugar, o perímetro livre, as luzes apagadas no momento acordado e a música pronta. Se o espetáculo faz parte de um festival ou de um concerto, a forma como encaixa no alinhamento e no recinto está em drones para concertos e festivais e na página de espetáculos de drones para festivais.

Um último aviso: a filmagem planeia-se antes. Filma-se com pouca luz e a partir de posições concretas, e se ninguém a previu perde-se o material que mais dura. É um serviço diferente, e explicamos a diferença em espetáculo ou filmagem.

Perguntas frequentes

Tenho de chegar com a ideia fechada?

Não. Basta saber o que quer que as pessoas recordem. Transformar isso em cenas é trabalho nosso; decidir o que é importante é seu.

E se quiser mudar a canção quando já está animado?

Pode fazer-se, mas é preciso voltar a sincronizar a coreografia. Quanto mais tarde, mais trabalho refeito.

O desenho pode reutilizar-se noutro evento?

Os desenhos são exclusivos e reutilizáveis. O que não se reutiliza é o licenciamento, que está ligado a cada local e a cada data.

Por onde começar

Com três coisas em cima da mesa já se pode arrancar a sério: o que quer que se recorde, onde e quando. Se também souber quem aprova e que música imagina, melhor ainda. Conte-nos a sua ideia e respondemos com uma proposta criativa e com o que precisamos do seu lado em cada fase.

Diga-nos o que quer que se recorde, e transformamos isso num espetáculo

  • ✓Desenhamos, montamos e fabricamos os nossos próprios drones
  • ✓Equipa própria: não subcontratamos o voo
  • ✓Animação 3D e demonstração prévia antes do evento
  • ✓Gestão integral das licenças junto das autoridades aeronáuticas

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