Quantos drones leva um espetáculo e quanto dura

Há uma pergunta que chega antes do orçamento e que quase ninguém responde bem: de quantos drones preciso?. Normalmente vem formulada ao contrário —«queremos 300»—, como se fosse uma decisão de compra e não o resultado de um cálculo.

Não é. O número de drones de um espetáculo de drones é uma consequência, não um ponto de partida. Sai de três coisas: o que quer desenhar, de onde o público vai olhar e quanto quer que dure. Mude qualquer uma das três e o número muda.

Este artigo explica essa relação, porque percebê-la é o que permite pedir um orçamento com critério em vez de comparar números soltos. E também permite detetar a proposta que promete uma figura impossível com a frota que oferece.

Já tem o local mas não o número?

Com a localização, onde vai estar o público e o que quer que se veja, dizemos-lhe quantos drones são precisos de verdade. Antes de falar de dinheiro.

Dimensionar o meu espetáculo

Cada drone é um píxel: por isso manda a distância

A imagem mental que melhor funciona é a de um ecrã. Cada drone é um ponto de luz, e uma figura é um desenho feito com esses pontos. Como em qualquer ecrã, a nitidez depende de duas coisas: quantos pontos tem e a que distância está quem olha.

Daí a primeira regra prática: quanto mais longe está o público, maior tem de ser a figura; e quanto maior é a figura com o mesmo número de drones, mais afastados ficam os pontos e menos se lê o desenho. Por isso a mesma frota dá um resultado excelente numa praça recolhida e medíocre numa praia onde as pessoas se espalham por um quilómetro.

A consequência que surpreende quase toda a gente: o número de drones não depende do tamanho do evento mas da geometria do sítio. Uma terra com as pessoas concentradas num descampado pode precisar de menos aeronaves do que um evento mais pequeno onde o público está disperso.

O que se desenha com quantos pontos

  • Formações pequenas. Silhuetas simples e reconhecíveis, textos muito curtos, um logótipo reduzido ao seu contorno. Resulta bem perto do público.
  • Formações médias. Figuras com movimento interno, transições limpas entre cenas, um logótipo com algum detalhe. É a gama da maioria dos eventos corporativos.
  • Formações grandes. Retratos, animações com profundidade real, sequências longas encadeadas e figuras legíveis de muito longe.

O que nunca muda: um degradê fino, uma tipografia com serifas ou um logótipo com muito detalhe interior perdem-se, tenha a frota que tiver. No ar funcionam os contornos, não os matizes.

A duração não é o que pensa

A maioria dos espetáculos dura entre 5 e 12 minutos. Não é sovinice do fornecedor: um espetáculo aéreo bem montado não aguenta vinte minutos sem que o público se desligue. A atenção coletiva a olhar para cima tem limite, e está bastante abaixo do que as pessoas imaginam antes de ver um.

Há também um limite físico: a autonomia. Esticar muito um espetáculo obriga a rendições de frota, e isso multiplica a equipa em terra e a complexidade da operação muito mais do que acrescenta ao resultado.

A pergunta útil não é quantos minutos, é quantas figuras e com que transições. Um espetáculo de sete minutos com oito cenas encadeadas fica mais na memória do que um de quinze com quatro formações estáticas e silêncios longos pelo meio.

As datas de outono fecham-se agora

Desenho, licenciamento e disponibilidade de frota andam à frente do programa. Quanto mais cedo se fixam local e data, mais margem há.

Como trabalhamos os espetáculos

O local decide mais do que o orçamento

  • Onde vai estar o público e a que distância do volume de voo. Marca o tamanho mínimo da figura, e com ele a frota.
  • O que há à volta. Edifícios altos, arvoredo, linhas elétricas e gruas cortam o volume aproveitável. Às vezes obrigam a mudar a zona de descolagem, e isso muda o ângulo de onde se vê o desenho.
  • De onde vai ser visto. Uma figura tem frente: desenha-se orientada. Se o público rodear a zona pelos quatro lados, há que decidir qual é a frente ou trabalhar formações que funcionem de vários ângulos, o que não é o mesmo nem custa o mesmo.

Por isso a conversa a sério começa com uma localização concreta, não com um número. Com o sítio em cima da mesa pode calcular-se; sem ele, qualquer número é uma adivinha cara.

Como pedir orçamento sem se enganar

  1. Localização exata, não a cidade: o ponto onde voaria.
  2. Onde vai estar o público e quanto espera.
  3. O que quer que se veja: um logótipo, uma mensagem, uma sequência.
  4. A data, ainda que aproximada.

Se alguém lhe der um número sem perguntar nada disto, não está a orçamentar. O desdobramento do que mexe no preço está em quanto custa um espetáculo de drones.

Perguntas frequentes

Quanto dura um espetáculo de drones?

Entre 5 e 12 minutos na esmagadora maioria dos casos. Para além disso, a atenção cai e a autonomia obriga a rendições de frota que complicam a operação sem melhorar o resultado.

Quantos drones são precisos para se ver bem?

Depende do tamanho da figura e da distância do público, não do número de presentes.

Pode desenhar-se o meu logótipo exato?

A sua silhueta reconhecível, sim. O detalhe interior fino e as tipografias com serifas perdem-se no ar. Faz-se uma adaptação gráfica antes e aprova-se antes, não no dia.

Mais drones ou mais duração?

Quase sempre mais drones e menos minutos. A nitidez nota-se ao primeiro segundo; os minutos a mais notam-se no bocejo.

Antes de pedir um número

Se levar só uma ideia, que seja esta: o número de drones é uma consequência do local e do desenho, não uma decisão prévia.

Diga-nos a localização, onde vai estar o público e o que quer que se veja, e dizemos-lhe que frota é precisa e porquê. Escreva-nos e dimensionamos antes de falar de orçamento.

Diga-nos onde e o que quer ver, e dizemos quantos drones

  • Frota e software próprios, não subcontratados
  • Simulação prévia: o que aprova é o que vê
  • Licenças e coordenação aérea incluídas
  • Damos-lhe um número real para o seu evento, sem compromisso

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