Drones para concertos e festivais: como se integram

Um festival tem um problema que os outros eventos não têm: o público já viu tudo. Ecrãs gigantes, pirotecnia, lasers, confetti. Conseguir que vinte mil pessoas levantem os olhos ao mesmo tempo e se calem é cada vez mais difícil, e é exatamente o que faz um espetáculo de drones para concertos quando está bem colocado no alinhamento.

Bem colocado é a chave. Um espetáculo aéreo metido à força entre duas atuações não resulta: compete com o cartaz em vez de o rematar. Colocado no momento certo, é a única coisa da noite que não se pode ver em mais nenhum festival, porque o conteúdo é desenhado para aquele.

Este artigo é para quem o produz: como encaixa no recinto, o que precisa da equipa de produção, como convive com o som e a iluminação, e o que se pode vender a um patrocinador que não se possa vender com uma lona.

Está a fechar o cartaz da próxima edição?

Com o recinto, a data e o momento em que o imagina dizemos-lhe se é viável ali e o que seria preciso. Quanto mais cedo, mais margem tem a produção.

Falar com a produção

Onde encaixa no alinhamento

  • O fecho do dia. Depois do cabeça de cartaz, enquanto o público ainda não se moveu. O encaixe mais comum.
  • A ponte entre dois palcos. Em festivais com vários palcos, esse intervalo em que as pessoas mudam de sítio é tempo morto.
  • A abertura de um dia assinalado. Menos habitual, mas muito potente quando há algo para anunciar.

O que quase nunca resulta é metê-lo a meio de um concerto. Compete com o artista, obriga a baixar o volume e deixa toda a gente desnorteada.

O anoitecer manda no alinhamento

É o condicionante que mais vezes obriga a mexer no programa. Os drones desenham com luz, por isso precisam de céu escuro. Num festival de julho isso pode ser bastante mais tarde do que a programação previa, e em setembro bastante mais cedo.

Convém ver a hora real do anoitecer dessa data antes de fechar os horários do cartaz, não depois.

O que precisa do recinto

  • Uma zona de descolagem delimitada, fora do fluxo de público e que se possa manter livre. Não tem de ser dentro do recinto.
  • Volume aéreo livre por cima. Estruturas de palco, torres de som, gruas de câmara e seguidores são os obstáculos habituais.
  • Distância ao público. Marca onde fica a formação e de que zonas se vê bem a figura.
  • Enquadramento aeronáutico. Muitos festivais fazem-se em recintos periurbanos ou perto de aeroportos. Isso condiciona o licenciamento muito mais do que o tamanho do festival.

As licenças são assumidas pelo operador —desdobradas em licenças para um espetáculo de drones—, mas o recinto e o perímetro livre são dados pela organização.

Convivência com som, luzes e pirotecnia

  • O som não incomoda o voo, mas a iluminação pode incomodar a vista: os canhões apontados ao céu competem com as figuras.
  • Se houver pirotecnia, os drones vão antes. A pólvora deixa fumo e o fumo come o desenho.
  • A montagem é visível. A frota estende-se no chão com horas de antecedência.

Os festivais da próxima temporada fecham-se com muita antecedência

O licenciamento e a disponibilidade de frota andam à frente do anúncio do cartaz.

Como trabalhamos os espetáculos

O que se pode vender a um patrocinador

Num festival, o inventário para marcas está saturado: lonas, palcos com nome, ativações, menções. Tudo isso já qualquer festival tem, e tudo compete pela mesma atenção.

O céu é inventário novo. E tem três características que o tornam vendável de outra maneira:

  • É exclusivo por definição. Não há duas marcas desenhadas ao mesmo tempo.
  • Gera material próprio. Um vídeo do logótipo da marca sobre vinte mil pessoas é uma peça que o patrocinador vai usar todo o ano.
  • Pode medir-se. Um código QR funcional desenhado no ar converte um momento emocional em tráfego atribuível. É o terreno da publicidade aérea com drones.

A condição para isto resultar: planear a filmagem desde o início.

Perguntas frequentes

Pode fazer-se com o recinto cheio?

Sim, é o cenário habitual. O que há que resolver é a zona de descolagem e o perímetro.

Quanto dura?

Entre 5 e 12 minutos. Num festival, curto e denso resulta melhor: é um remate, não mais uma atuação.

E se nessa noite houver vento?

Há um limite operacional acima do qual não se voa, e a decisão é técnica.

Pode voar sobre o público?

A formação fica à distância de segurança fixada na autorização.

Se está a montar a próxima edição

Três dados para começar: o recinto exato, a data e em que momento do alinhamento o imagina.

E se o está a ponderar como inventário para patrocínio, diga-o desde o início: muda o desenho, a filmagem e o que se pode oferecer à marca. Conte-nos o seu festival.

Diga-nos o recinto e a data, e dizemos se é viável

  • Frota e software próprios, não subcontratados
  • Licenças e coordenação aérea incluídas
  • Desenho próprio do festival, não uma animação de catálogo
  • Espetáculos em Espanha, Itália, Portugal e América Latina

Falar com a produção

Está a ponderá-lo para patrocínio? Conte-nos o seu festival

Scroll to Top