Quando já está tudo assinado, a data fechada e a autorização em curso, a quem organiza fica a parte que ninguém explicou: o que tem de estar pronto no dia do voo. Não a parte aeronáutica, que é do operador, mas tudo o que rodeia o espetáculo e depende de quem controla o evento.
É disso que trata este artigo. Se lhe cabe organizar um espetáculo de drones por uma câmara municipal, uma agência ou o departamento de eventos de uma empresa, aqui está a logística do dia vista do seu lado: a zona de descolagem, onde colocar o público, as luzes, o som, a coordenação com a segurança e o que dizer às pessoas antes de chegarem.
Tem data e local e quer saber o que vai ter de preparar?
Com a localização exata dizemos-lhe que zona reservar, onde convém colocar o público e o que precisamos do evento nesse dia. Antes de fechar o resto do programa.
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ToggleO que é do operador e o que é seu
O operador assume tudo o que é aeronáutico: a frota, os pilotos, a avaliação de riscos, o seguro, a autorização e a decisão de voar ou não. Na UMILES, além disso, a equipa que pilota os drones é nossa: não subcontratamos o voo, e tratamos das licenças junto das autoridades aeronáuticas e da câmara municipal.
O resto é de quem organiza, porque depende de quem manda no recinto: que o espaço esteja desimpedido, que o público esteja onde deve, que luzes e som respondam na hora certa e que a segurança do evento saiba o que vai acontecer. O que não se pode delegar explicamos em quem decide e o que se assina num espetáculo de drones. Aqui ficamos pelo lado prático do dia.
A zona de descolagem: reservada, fechada e desimpedida
A zona de descolagem acorda-se antes, com a localização exata. No dia do espetáculo, o que importa é que exista mesmo, tal como foi acordado.
- Reservada o dia todo, não só à hora do voo. A montagem da frota começa com muita antecedência, e a zona tem de estar livre desde que chega a equipa até se recolher o último drone.
- Sem veículos, palcos ou tendas novos. Nesse dia costuma aparecer algo que não estava previsto: um camião do catering, uma carrinha estacionada, uma tenda de última hora. Tudo o que ocupe a zona ou o espaço aéreo por cima obriga a repensar.
- Fechada ao público. Com grades ou com pessoal, conforme o recinto. As pessoas aproximam-se para ver a montagem, o que é normal, mas não podem entrar.
- Com acesso para a equipa. O veículo do operador tem de chegar à zona, e quem controla os acessos tem de saber que o deve deixar passar.
Onde fica o público, e de onde se vê melhor
Aqui misturam-se muitas vezes duas coisas diferentes. A primeira é onde o público não pode estar: a distância de segurança entre as pessoas e a zona de voo. Essa distância não é escolhida por quem organiza nem negociada pelo operador: é fixada pela autorização da operação, e pode mudar de um local para outro. O seu trabalho é garantir que se respeita, com o perímetro sinalizado e vigiado durante todo o voo.
A segunda é onde convém que esteja o público para ver bem a figura. As figuras desenham-se orientadas, têm uma frente, e de lado leem-se pior. Como isso pesa no desenho está em quantos drones leva um espetáculo. No dia do evento, na prática:
- Indicar o sítio bom. Num recinto grande, as pessoas espalham-se por onde podem. Alguns cartazes, o pessoal de sala ou um aviso a dizer «o espetáculo vê-se melhor daqui» juntam o público em frente à figura.
- Deixar a linha de visão livre. Ecrãs, torres de luz ou palcos entre o público e o céu tapam precisamente a parte de baixo das figuras.
- Pensar na saída. No fim, toda a gente se mexe ao mesmo tempo. Se o espetáculo fecha o evento, o plano de saída tem de contar com esse momento.
As luzes: o que apagar e o que não
Os drones desenham com luz: quanto mais escuro estiver o céu por trás das figuras, melhor se leem. Isso não significa deixar o recinto às escuras, mas controlar o que compete com o espetáculo:
- Focos e projetores apontados ao céu. São o que mais atrapalha, porque iluminam exatamente onde se desenha. Se o evento os tiver, têm de ser apagados durante o voo.
- Ecrãs grandes e luzes de palco. Baixá-los ou deixá-los num tom neutro ajuda o olhar a subir.
- A iluminação pública. Se o espetáculo for na rua ou num parque, apagar parte dela é uma decisão da câmara municipal e tem de ser pedida com antecedência. Nem sempre é preciso: depende de onde está o público e para onde olha. Passagens e saídas continuam iluminadas.
E o mais importante: alguém do evento responsável pelas luzes, em contacto com o operador, que saiba quando apagar e quando voltar a acender. Se ninguém tiver essa tarefa, as luzes ficam como estavam.
O som: a música é do evento
A maioria dos espetáculos vai sincronizada com uma banda sonora, e a sincronização prepara-se antes, no desenho. Mas o som que o público ouve não sai dos drones: sai do sistema de som do evento. Por isso há três coisas que dependem de quem organiza:
- Uma sonorização que chegue ao público. Num largo ou ao longo de uma marginal, o som do palco principal pode não chegar. Há que confirmar que a música se ouve da zona de visão boa.
- Quem lança a faixa, e a que sinal. Acorda-se antes com o operador: que ficheiro, de que mesa e com que aviso. Se o técnico de som não souber que é a vez dele, a música arranca tarde ou fora de tempo.
- Um teste com o equipamento real. Com a faixa final, no sistema que vai ser usado nessa noite, antes de o público chegar.
Se houver apresentador, que tenha por escrito a frase que dá entrada ao espetáculo. Um silêncio longo, com o público a olhar para o céu sem saber se já começou, parece não ter fim.
Cada evento pede uma logística diferente
Uma festa da cidade, uma convenção ou um festival não se preparam da mesma forma. Na página de eventos encontra como abordamos cada formato.
Polícia municipal, proteção civil e segurança do evento
Um espetáculo de drones não se organiza à parte do dispositivo de segurança do evento: entra nele. Se o evento já conta com polícia, proteção civil ou segurança privada, todos têm de saber o mesmo, e a tempo:
- Onde fica a zona de descolagem e que perímetro há que manter durante o voo.
- A que horas começa, quanto dura mais ou menos e o que se faz se tiver de ser adiado.
- Como a equipa do operador comunica com o responsável de segurança durante o espetáculo, e quem é essa pessoa.
- O que acontece se alguém entrar na zona interdita ou se aparecer um drone que não é do espetáculo.
O mais útil é uma reunião curta no próprio dia, antes de abrir portas, entre o responsável do operador e os de cada entidade. Os cortes de trânsito e a ocupação da via pública, pelo contrário, tratam-se muito antes, e são de quem organiza.
O que dizer ao público antes de chegar
Quem sabe a que horas é e onde se pôr vê um espetáculo melhor, e move-se com mais ordem. Vale a pena comunicá-lo no programa, nas redes do evento e pelo sistema de som:
- A hora, com margem. Mais vale «por volta das dez» do que um minuto exato: o espetáculo depende do escuro e da decisão técnica do momento, e pode mexer um pouco.
- Onde se colocar. A zona de onde se vê melhor, e quais estão fechadas.
- Que ninguém pode voar um drone próprio. Nem para o filmar de cima. O espaço aéreo do espetáculo está reservado à operação autorizada.
- O que acontece se o tempo mudar. Onde vai ser anunciado um atraso ou uma alteração, para ninguém ficar à espera sem informação.
O que faz a equipa do operador nesse dia
Para planear a sua parte, ajuda saber o que se passa do outro lado. A equipa do operador chega cedo, monta a frota na zona de descolagem, faz as verificações técnicas aos drones e ao local e acompanha a meteorologia durante todo o dia.
A decisão de voar é do operador, com critério técnico e dentro dos limites que a autorização fixa. Não é comercial nem se negoceia nessa noite; o que se pode gerir é a janela, antecipando ou atrasando o momento dentro do que foi acordado.
O que não fazer
- Não entrar na zona de descolagem nem no perímetro de segurança, e isso inclui o pessoal do evento e os convidados especiais que o querem ver de perto.
- Não voar outros drones. Nem o da produtora que filma o evento, a não ser que esteja coordenado com o operador desde o início. Filmar a partir do chão, sim.
- Não mudar a localização no próprio dia. A autorização está ligada ao local. Mudar o espetáculo uns metros por conveniência não é um pormenor: pode deixá-lo fora do que foi autorizado.
- Não prometer ao público que se voa aconteça o que acontecer.
Perguntas frequentes
A que distância tem de estar o público?
A que a autorização da operação fixar para aquele local concreto. Não há um número único que sirva para todos os espetáculos: quem organiza recebe-o do operador antes do evento, para o poder sinalizar.
É preciso apagar todas as luzes?
Não. O que atrapalha são as luzes apontadas ao céu ou mesmo por trás das figuras. Passagens e saídas continuam iluminadas.
Quem decide se se adia?
O operador, com critério técnico. Quem organiza decide como o comunica ao público e como encaixa o atraso no programa, por isso convém acordar antes até quando se pode esperar.
A lista da semana do espetáculo
Reveja-a uns dias antes com a sua equipa e com o operador:
- Zona de descolagem reservada o dia todo, acessível à equipa e fechada ao público.
- Perímetro de segurança sinalizado segundo a autorização, com pessoal a vigiá-lo.
- Zona de visão boa assinalada e sem obstáculos.
- Um responsável por luzes e som, com o sinal de início acordado e um teste feito.
- Polícia, proteção civil e segurança informadas, com reunião no próprio dia.
- Hora com margem, zona de visão e proibição de drones comunicadas ao público.
- Um único interlocutor com o operador, contactável e no local durante o voo.
Um espetáculo que corre bem quase sempre se ganhou em terra. Na UMILES já fizemos mais de 500 espetáculos em mais de 15 países, e a logística do dia falamo-la com cada organizador antes de ele chegar. Fale-nos do seu evento e dizemos-lhe o que vai precisar de preparar.
Diga-nos onde e quando, e dizemos-lhe o que preparar
- ✓Gestão integral das licenças junto das autoridades aeronáuticas e da câmara
- ✓Equipa de voo própria: não subcontratamos o voo
- ✓Coordenação com segurança, luzes e som do evento
- ✓Resposta em menos de 48 horas
Organiza por uma câmara municipal? Veja como trabalhamos com cidades


