Quando chegam duas ou três propostas para o mesmo evento, parecem-se muito. Todas trazem um vídeo espetacular, um número de drones e um preço. O que as distingue não está nessas três coisas, mas no que está por trás: quem voa de facto, com que frota, com que papéis e o que acontece se nessa noite alguma coisa não correr como previsto.
Este guia é para quem tem de escolher uma empresa de espetáculos de drones e depois responder pela escolha: o responsável de eventos de uma câmara municipal, uma agência que o inclui num evento maior ou o departamento de marketing de uma marca. Não é a lista do que cada fornecedor promete. É a lista do que pode verificar por si, pedindo um documento ou fazendo uma pergunta concreta, antes de assinar.
Nenhuma destas verificações serve para excluir alguém à partida. Servem para medir todas as propostas pela mesma bitola, que é a única forma de defender a decisão quando alguém perguntar porque se escolheu aquela e não outra.
Está a comparar propostas?
Peça a nossa e use-a como termo de comparação: respondemos por escrito a cada ponto desta lista, em menos de 48 horas.
Índice de contenidos
Toggle1. Quem é o operador, e se é quem lhe vende
A empresa que assina o orçamento nem sempre é a que voa. Contratar através de uma agência, de uma produtora ou da empresa de pirotecnia habitual da câmara é comum e funciona bem. O que importa é saber, desde a primeira reunião, que empresa figura como operador, porque é ela que responde por toda a parte aeronáutica.
Três perguntas esclarecem tudo:
- Que empresa é o operador? Com a denominação social, não com o nome comercial do espetáculo.
- Qual é o seu número de registo como operador? Na União Europeia, os operadores de drones registam-se junto da autoridade aeronáutica do país onde têm sede e recebem um número. Pedi-lo não é desconfiança: qualquer operador o tem à mão.
- Quem vai tratar da autorização do seu evento? Deve ser o mesmo operador que voa, com tempo suficiente para o local e a data que tem em mente.
Que documentos têm de existir, e porque um espetáculo sobre público precisa de um processo próprio, está explicado em licenças para um espetáculo de drones. Aqui interessa outra coisa: conseguir ver de quem é cada papel.
2. Se a frota é própria ou alugada
Existem as duas fórmulas e nenhuma é má por si. Mas mudam duas coisas que o afetam diretamente: a disponibilidade na sua data e quem responde pelo estado dos drones.
As boas noites são as mesmas para toda a gente: festas de verão, Natal, passagem de ano, grandes datas de marca. Se a frota depende de terceiros, convém saber se já está reservada para a sua noite ou se será confirmada mais tarde, e se é partilhada entre vários eventos do mesmo fim de semana.
Perguntas úteis:
- Quantos drones têm disponíveis para essa data, e quantos de reserva?
- Quem faz a manutenção e a verificação da frota antes de cada voo?
- Se um drone falhar na verificação prévia, com o quê é substituído nessa mesma noite?
A nossa resposta é curta: somos uma empresa espanhola que desenha, monta e fabrica os seus próprios drones, e a equipa que os pilota é nossa. Não alugamos frota nem subcontratamos o voo. Dizemo-lo porque é a pergunta que lhe recomendamos fazer a todos, incluindo a nós.
3. O seguro: a apólice, não a palavra
Todas as propostas vão dizer que têm seguro; em Espanha, por exemplo, o seguro de responsabilidade civil é obrigatório para operar com drones. A diferença está em saber se a apólice cobre o que vai voar no seu evento. Peça o certificado e veja quatro coisas:
- O tomador. Deve ser a empresa que figura como operador, não um intermediário.
- A validade. Em vigor no dia do espetáculo, não só hoje.
- O âmbito. Que cubra este tipo de operação: muitas aeronaves em formação, de noite e com público.
- O capital. Adequado à escala do espetáculo. Se a sua organização exige um mínimo aos fornecedores de um evento, compare-o com esse.
E um passo que costuma ficar esquecido: falar do espetáculo com quem trata do seguro do próprio evento, caso a apólice precise de saber que haverá drones sobre o público.
Os papéis, antes de assinar
Registo de operador, certificado do seguro e quem trata da autorização. Se lhos mostrarem sem rodeios na primeira reunião, já sabe muito sobre o fornecedor.
4. Experiência que se possa comprovar
Um vídeo bonito prova pouco. Monta-se, corta-se e às vezes nem sequer é da empresa que o mostra. O que prova experiência é um caso com nome, data e local que possa confirmar por conta própria: uma notícia da imprensa local, o programa das festas desse ano ou um telefonema ao organizador que o contratou.
Peça referências parecidas com o seu evento, não as mais vistosas:
- O mesmo tipo de local. Um centro histórico, uma praia, um recinto de feiras ou um estádio levantam problemas diferentes.
- Uma escala parecida. Ter voado um espetáculo enorme não diz como se resolve um mais intimista, e vice-versa.
- Alguém a quem perguntar. Se o cliente anterior estiver disposto a contar-lhe como correu a noite, essa conversa vale mais do que qualquer vídeo.
Um exemplo de referência comprovável, a nossa: fomos os primeiros a voar 1.000 drones em simultâneo em Espanha, no parque de La Latina, em Madrid, a 2 de maio, no Dia da Comunidade de Madrid. Tem data, local e um organizador público a quem perguntar. Por trás estão mais de 500 espetáculos em mais de 15 países, mas para a sua decisão pesa mais um caso que possa verificar do que um total acumulado.
5. Quem pilota e quem está lá nessa noite
Um espetáculo é voado por uma equipa, não por uma pessoa, e convém conhecê-la antes da noite do evento. Bastam poucas perguntas:
- A equipa de voo é da empresa ou é contratada para a ocasião?
- Que formação tem o piloto responsável? Um espetáculo sobre público não se voa com o certificado básico de um amador; o detalhe está no artigo sobre licenças.
- Quem decide se se voa ou não nessa noite, e quem é o seu único interlocutor durante a montagem?
A última conta mais do que parece. No dia do evento há muita gente a perguntar coisas ao mesmo tempo, e ter um nome e um telefone concretos evita metade dos mal-entendidos.
6. O plano B, como prova de ofício
O que o contrato deve dizer se não se puder voar explicamos em quem decide e o que se assina. Aqui a pergunta é outra: se o fornecedor tem o plano B pensado de antemão ou o improvisa quando lho pede. Nota-se logo.
Um fornecedor preparado responde sem hesitar a estas três:
- Com que condições de vento ou chuva não se voa, e quando se toma a decisão?
- Se for suspenso, há janela na mesma noite, data alternativa, ou o que é faturado?
- Se um drone ficar em terra na verificação prévia, o espetáculo mantém-se igual?
Respostas concretas e por escrito são bom sinal. Um «isso não costuma acontecer» é convite para insistir um pouco.
7. O que entrega, além do voo
Duas propostas com o mesmo número de drones podem entregar coisas muito diferentes. Antes de comparar preços, ponha na mesma coluna o que cada uma inclui:
- O desenho. Quantas figuras são à medida e quantas de catálogo, e quantas rondas de revisão estão incluídas.
- A pré-visualização. Se vai ver o espetáculo simulado antes da estreia, para o aprovar a tempo.
- A música. Quem a escolhe, quem a sincroniza e quem trata dos direitos.
- A filmagem. Se o vídeo profissional do espetáculo está incluído ou é à parte. É o que mais falta faz no dia seguinte, quando é preciso mostrá-lo.
Com isto na mão, os preços já se podem comparar. O que os faz variar está em quanto custa um espetáculo de drones.
A lista, para levar à reunião
- Denominação social do operador e número de registo.
- Quem trata da autorização, e com que prazo para a sua data.
- Frota própria ou alugada, e drones de reserva para essa noite.
- Certificado do seguro: tomador, validade, âmbito e capital.
- Duas referências parecidas com o seu evento, com data, local e um contacto.
- Quem compõe a equipa de voo e que formação tem o piloto responsável.
- Quem decide se se voa e quem é o seu interlocutor nessa noite.
- Plano B por escrito: condições, janela alternativa e o que é faturado.
- O que inclui: desenho, revisões, pré-visualização, música e filmagem.
Perguntas frequentes
Quantas propostas convém pedir?
Duas ou três, e a todos com a mesma informação de partida: local exato, data aproximada e o que quer contar. Se cada fornecedor trabalhar com dados diferentes, as propostas não se podem comparar.
O que deveria fazer-me desconfiar de uma proposta?
Que prometa qualquer figura sem ter perguntado pelo local, que não diga quem voa ou que fuja à pergunta do seguro. Nenhuma das três prova nada sozinha, mas as três merecem uma segunda conversa.
Posso contratar através da minha empresa de pirotecnia ou da minha agência?
Sim, é muito comum, e muitas vezes faz sentido porque o espetáculo de drones pode combinar-se com pirotecnia na mesma noite. Garanta apenas que a lista acima é respondida pelo operador que vai voar, mesmo que a conversa seja conduzida por outra pessoa.
E se a opção mais barata cumprir tudo?
Então é uma boa opção. A lista não serve para pagar mais, serve para saber o que está a comparar. Uma proposta mais barata que responde bem aos nove pontos é melhor notícia do que uma cara que não responde.
Respondemos à lista inteira, por escrito
- ✓Desenhamos, montamos e fabricamos os nossos drones: não alugamos frota
- ✓A equipa que voa é nossa: não subcontratamos o voo
- ✓Gestão integral das licenças junto das autoridades aeronáuticas
- ✓Mais de 500 espetáculos em mais de 15 países
Já tem outras propostas? Compare-as com a nossa


